Condomínios mudam hábitos durante pandemia do COVID-19

Publicado em 3 de abril de 2020 às 10:43

O isolamento social é a grande orientação para evitar a disseminação da pandemia do COVID-19. Com isso, as administradoras de condomínios e os síndicos enfrentam os desafios de liderança e habilidade à frente dessa nova situação.

“O engajamento de administradoras, síndicos e funcionários neste período de combate ao novo coronavírus (COVID-19) tem sido uma das maiores provas de eficiência do setor. Com as mudanças de hábitos e rotinas por conta das recomendações dos órgãos de saúde oficiais para o isolamento social, cada um de nós está sendo testado na sua capacidade de adaptação, de comunicação e entrega, para manter as operações funcionando, os negócios minimamente sustentáveis, além da tranquilidade e segurança de condôminos e moradores em tempos tão difíceis”, acredita José Roberto Graiche Júnior, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC).

José Roberto Graiche Júnior, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC)

Com as determinações de fechamento dos estabelecimentos comerciais para o atendimento ao público durante este momento de infecção viral, as administradoras de condomínio estão explorando seus canais de comunicação virtuais. E síndicos e demais condôminos estão se adaptando a eles para manter todo o bom funcionamento do condomínio.

“Com os desdobramentos do combate à pandemia e a necessidade de adaptação ao isolamento, as empresas administradoras também se ajustaram para diminuir o trabalho presencial, aumentar o efetivo do pessoal em regime home office e fazer a intercalação de turnos dos profissionais nos departamentos. Simultaneamente e em tempo integral, não mediram esforços para o aconselhamento de síndicos e aplicação de planos de trabalho e contingência na operação dos empreendimentos”, comentou o presidente da AABIC.

Paralelo a isso, síndicos têm intensificado a atenção ao condomínio e reforçado as orientações de prevenção e contenção da doença. Afinal, os condomínios estão com carga máxima de moradores vivendo o isolamento social, inclusive com as crianças, e novos protocolos de uso dos equipamentos coletivos, como elevadores e áreas de lazer, foram criados.

Mesmo com o isolamento, o condomínio precisa funcionar perfeitamente e as contas devem ser pagas e, para os moradores, a tecnologia também é a solução. Através de aplicativos oferecidos pelas administradoras de condomínio, o morador descobre que é possível interagir com toda sua comunidade condominial, buscar documentos, emitir boletos, solicitar providências e ainda conferir a prestação de contas sem precisar sair de casa.

“As soluções remotas também foram cruciais para a comunicação direta, a troca rápida de informações e disponibilização de dados para os condôminos e moradores”, afirma José Roberto Graiche Júnior.

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