CBIC apresenta Indicadores Imobiliários Nacionais do 1° trimestre

Publicado em 26 de maio de 2020 às 12:02

José Carlos Martins, presidente da CBIC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou, nesta segunda-feira (25), o estudo dos Indicadores Imobiliários Nacionais, sobre o desempenho do segmento no primeiro trimestre de 2020.

“Nós estávamos em franca decolagem. Estávamos seguindo o mesmo caminho trilhado desde 2018. Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, tivemos um alta de 26% nas vendas e isto é extremamente significativo. Mas veio a pandemia e o comportamento mudou”, disse durante, a abertura da apresentação, o presidente da CBIC, acrescentando que “a construção civil vai puxar o novo momento do Brasil”.

Um ponto de relevância, segundo José Carlos Martins, é a venda online. “A venda online era algo que já engatinhava, mas, de repente, por causa da pandemia, todo mundo teve que agilizar seus processos”, comentou ele.

O projeto de indicadores, que é baseado apenas em empreendimentos verticais, já alcança 118 municípios brasileiros e representa cerca de 40% da população nacional. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2020 com o mesmo momento em 2019, a região Norte ganhou destaque com um aumento de 183% nos lançamentos das unidades residenciais. Já na região Nordeste, houve um recuo de 56%.

“Vínhamos em um crescimento bastante consistente em vendas em 2019 que se consolidou no primeiro trimestre de 2020. Com destaque para o último trimestre de 2019, que foi o período mais forte de toda a série histórica tanto em lançamentos quanto em vendas”, afirma o vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

De janeiro de 2017, quando se iniciou as pesquisas de indicadores, até março de 2020, é possível observar um crescimento de quase 100% nas unidades habitacionais lançadas. No início foi registrado 87 mil unidades, em uma reta ascendente, o mês de março registrou 160 mil.

Já nas vendas, mais de 82% dos municípios analisados tiveram aumento nas unidades vendidas. A região metropolitana de Maceió, por exemplo, teve uma retração de 12%. Mas, em todas as regiões do Brasil, houve variação positiva de vendas. A região Sudeste marcou a alta mais significativa com 39%. Enquanto o Centro-Oeste teve apenas 0,7% de alta.

Celso Petrucci, vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC

“Em termos de números, a região Sudeste puxou a alta do país. de janeiro de 2017 até março de 2020, a região mais que dobrou o número de unidades residenciais vendidas. Partiu de 45 mil para 96 mil unidades vendidas”, explica.

A oferta final, também chamada de estoque, são as unidades não comercializadas. Quase 60% das cidades analisadas apresentaram aumento da oferta final. A região Nordeste foi a única que apresentou queda de estoque com 8% negativos, mas no montante nacional, a oferta ficou em 8% positivos.

No comparativo direto entre vendas e lançamentos, a pesquisa aponta um crescimento de 26,7% em vendas e uma retração de 14,8% nos lançamentos. Por região, o Nordeste teve aumento de 12,8% de lançamentos e 21,3% de vendas. Já o Sudeste registrou alta de 53,6% de unidades vendidas e 47,6% de unidades lançadas.

 

 

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