Fecomércio-DF orienta consumidores a apoiar as empresas da cidade

Publicado em 25 de março de 2020 às 10:11

Com a crise financeira causada pela pandemia do COVID-19,  a Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF) está aconselhando os consumidores locais a realizar as suas compras na vizinhança, evitando aglomerações e apoiando os empreendedores.

O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, diz que as empresas de comércio, serviços e turismo são as grandes empregadoras da capital e muitas correm o risco de quebrar.

A ação de fortalecer o empreendedor ganha força nas redes sociais, e a Fecomércio-DF destaca que diversas empresas estão trabalhando na forma de delivery ou se reinventando para chegar até o cliente.

“O segmento de bares e restaurantes da cidade teve um prejuízo de 60% na última semana. É importante o consumidor ter a consciência de ajudar o comércio local e realizar as suas compras em áreas próximas à sua residência, evitando fazer longas viagens e aglomerações”, destaca. “Com essa precaução, o consumidor evita espalhar o vírus e ajuda o empreendimento perto de sua casa. A Fecomércio apoia e incentiva esse tipo de comportamento. Vamos sair dessa crise juntos”, completa Francisco Maia.

No segmento de turismo, a Fecomércio também endossa a campanha “Não cancele, remarque”. A área turística é uma das mais afetadas, segmento em que o fluxo de caixa foi completamente abalado pela impossibilidade de viagens e visitações. Alguns eventos foram cancelados, mesmo com pacotes totalmente pagos. Somente nos 15 primeiros dias de março, o volume de receita do segmento encolheu 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Para evitar maiores danos, a Fecomércio criou uma sala de situação que acompanha as novidades e dialoga com o GDF para amenizar os prejuízos na economia da cidade. Além disso, a Federação obteve do Banco de Brasília uma linha de crédito especialmente para empresários filiados aos sindicatos da entidade, no valor de R$ 1 bilhão. O montante visa ajudar as empresas, com juros abaixo do valor de mercado.

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