Apê de designer ganha tons róseas em tudo

Publicado em 31 de outubro de 2019 às 12:05

Tonalidades róseas tingem grande parte das paredes e dos tetos do apartamento do designer gaúcho André Bastos. O efeito criado pela pintura é um dos elementos que mais chamam a atenção no imóvel de 250 m², no bairro paulistano dos Jardins.

Foi em janeiro que se deu a transformação dos ambientes com o uso de tinta. “Para a escolha, havia, além de opções de rosa, uma gama de azuis e amarelos”, conta o designer, sócio de Guilherme Leite Ribeiro no estúdio Nada Se Leva. Foi o publicitário paulistano Eduardo Gaidies, ex-namorado do designer e também morador do apê, que sugeriu aquele matiz por sua beleza. Para além do efeito decorativo, porém, a cor também é atitude.

“O rosa virou um símbolo de protesto queer”, considera André. Não é à toa que ele logo postou uma foto sua, em uma rede social, vestindo a tal cor pouco tempo depois de a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, gritar que “meninas vestem rosa e meninos vestem azul”.

“Todo mundo é livre” é um bordão que André vive repetindo para seus amigos, frequentadores das várias festas organizadas por ele no apê. “Depois de reclamações por causa do barulho, hoje vêm só umas trinta pessoas, e muitas vezes ficamos no meu quarto”, diz. A área é grande o bastante para abrigar a turma. A reforma feita há dez anos, quando foi comprado o imóvel, une duas unidades no quarto andar do edifício na Alameda Tietê.

No espaçoso living e no quarto dele, com banheiro integrado, as paredes abrigam uma série de obras, colecionadas ao longo do tempo. São trabalhos de artistas como Alexandre Urch, Gabriel Petito, Florian Raiss, Mauro Restiffe, Nazareno e Renato Dib. “Sempre quando chega uma obra nova, dá vontade de reorganizar tudo”, conta o aficionado de arte. Os ambientes, nos quais prevalece a iluminação indireta, também revelam, como não poderia deixar de ser, peças de bom design. Dois sofás e uma mesa de centro de vidro são criações do Nada Se Leva. E só. “Não quis várias criações nossas para não ficar com cara de showroom”, diz o designer.

Há ainda, por exemplo, poltronas de Geraldo de Barros, de meados do século 20, estante Equilibri, de Marco Colombo e Stefano Alberti, e poltrona Maggiolina, de Marco Zanuso. A sala de jantar compõe-se de mesa e cadeiras dos anos 1950 e parte de uma estante, especialmente desenhada por Jean-Pierre Tortil, em torno das janelas. O lugar também conta com uma superfície espelhada, que traz profundidade em meio ao rosa.

Satisfeito com a atmosfera que os tons meio argilosos trouxeram, André não descarta daqui a uns dois anos, no máximo, trocar a pintura de sua “caverna”, denotando talvez uma nova fase. “A casa é nossa segunda pele, como a roupa”, afirma ele. E todo mundo tem o direto de vesti-la com a cor que quiser.

Fonte: Casa e Jardim

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